Comprar com Cartão de Crédito no exterior não poderam ser feitas em Real

Por orientação da ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) as compras realizadas no exterior não poderão mais ser convertidas no momento da compra para o real, ela terá que ser realizada na moeda de origem para só então ser convertida para o consumidor por meio da Administradora de cartão de crédito. A medida foi tomada devido ao aumento no número de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor por conta deste tipo de transação. A nova medida não tem influência pelo aumento do dólar, e sim por conta do grande número de reclamações que a conversão de compras automática no exterior tem gerado aos órgãos e as próprias administradoras de cartões. Esta nova regra também é válida para as compras efetuadas pela internet em sites internacionais.



Os bancos devem informar com antecedência mínima de 30 dias antes da vigência da nova regra. O maior problema neste tipo de transação é que o valor da cotação da moeda na maioria das vezes é diferente do valor fornecido pelo estabelecimento no exterior do valor da data de conversão feita pela administradora do cartão.

 

Como é hoje

Alguns estabelecimentos no exterior oferecem ao consumidor a possibilidade de converter o valor automaticamente para o real através do DDC (Dynamic Currency Conversion) no momento da compra, por conta deste tipo de transação é cobrado uma taxa de 6,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o grande problema é que poucos consumidores ficam sabendo dessa cobrança no momento da compra, com isso o número de reclamação tem crescido. Outro fator negativo é que o valor da conversão da moeda estrangeira pode ser diferente do valor do Banco ou Administradora do Cartão de Crédito, consequentemente pode haver discrepância entre os valores.

Como será

O valor da compra deverá ser efetuado na moeda de origem (dólar, euro, etc), com isso a compra deverá ser convertida em reais pela Administradora do Cartão de Crédito e não mais pelo estabelecimento. Com a suspensão das operações DDC, o consumidor que tentar usar a conversão automática para o real terá a transação recusada, sendo necessário efetuar a compra na moeda de origem.
 

Nossa opinião

Na prática a nova regra tem mais relação com a divergência de cotação da moeda através da DDC e Administradora de Cartão, isso porque o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também é cobrado nas compras sem a conversão automática, e desde 2011 o valor passou de 2,38% para 6,38%. Quem quer fugir da taxa absurda do IOF pode realizar a compra através do cartão de débito internacional ou cartões pré-pagos, com isso pagará apenas 0,38%  de IOF.


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