A cada 10 devedores 4 não conseguem pagar suas dívidas

Um estudo feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) revelou que 45% dos consumidores que estão inadimplentes não têm condições para liquidar suas dívidas atrasadas em um intervalo de até três meses. Ou seja, 4 em cada 10 devedores não conseguem pagar suas dívidas para retirar seu nome dos órgãos de proteção ao crédito. O levantamento foi realizado em todas as capitais do país e mostrou ainda que as dívidas do cartão de crédito correspondem a mais de 41% das inclusões de CPF nos órgãos de restrição ao crédito.


44% dos devedores ouvidos pela CNDL e pelo SPC relataram que a situação financeira deles está pior se comparado com o mesmo período do ano passado. O estudo ainda revelou que a estimativa de continuar inadimplente é muito maior nas classes emergentes (classes C, D e E) atingindo 46%. Já a classe A e B a perspectiva de continuar devendo representa 32% dos consumidores ouvidos pelo estudo.

Cartão de Crédito
O Cartão de Crédito é usado pelo consumidor para concentrar todas as suas dívidas devido a popularização do meio de pagamento, todavia é de se esperar que ele seja responsável pela maioria das dívidas dos consumidores, contudo, a culpa é muitas vezes do próprio consumidor, muitos acabam se endividando mais do que podem pagar, gastando mais do que ganham, pagando o mínimo da fatura e usando o cartão como se fosse um salário.

Pagar o mínimo da fatura do cartão é a maior armadilha, em algumas administradoras os juros chegam a incríveis 800% ao ano. Com uma taxa de juros tão alta assim, não é difícil que uma simples dívida se transforme em uma verdadeira “bola de neve” em um curto espaço de tempo.

Caso esteja endividado a dica é procurar negociar os seus débitos o quanto antes. Se deve para o cartão de crédito o melhor a fazer é pedir o cancelamento, posteriormente negocie todas as suas dívidas com o banco ou administradora, com isso normalmente se consegue uma desconto na taxa de juros – bem inferior ao rotativo – o importante é parar de gastar para reequilibrar as contas no final do mês.



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